RESENHAS GRUPO POESIA

 


LEITORA: Gabriely Sousa dos Santos

Livro: A lua que existe em mim

Escritora: Isadora Sofia

Eu escolhi este livro pois a capa me chamou muita atenção, tendo em vista que tudo que envolve a Lua, me atrai. E também escolhi porque era um livro de autoajuda. A relação que ele tem com o tema, é que ele nos ajuda de forma poética.

O livro é dividido nas fases das Lua. A minguante é tratada de forma melancólica. Sobre um sentimento de abandono por alguém que amamos muito. A nova cita questões neurológicas — como a ansiedade. Nos ensina a nos controlar em momentos de angústia.

A crescente nos ensina sobre o amor próprio. Nos faz refletir sobre como nós, mulheres, somos criticadas, não importa as características.

A cheia fala sobre a maternidade. Sobre como as mães são fortes e guerreiras, e que muitas que, mesmo sem a presença de um genitor, continuaram firmes para cuidar dos filhos.

A personagem me lembra todas as mulheres, inclusive eu, pois é quase impossível nenhuma ter passado por tais momentos que o livro cita. 

Eu tive o sentimento de pertencimento. De fato acolhida por não ser apenas eu que me senti de tal forma.

A lição que tirei do livro foi que não importa o quão difícil pareça um momento, nós sempre conseguimos o superar, pois somos muito fortes.

Eu recomendaria para todas as mulheres, pois o livro fala muito sobre nós sermos julgadas não importa como somos. Quando crianças, quando reclamam por sentarmos de pernas abertas. Quando adolescentes, por sermos dramáticas demais por constantes mudanças de humor. Quando adultas, por não ter pensamentos de querer se casar ou ter filhos. Quando idosas, por termos envelhecidos e não termos mais aquela bela juventude. E quando somos mulheres trans, por não sermos “femininas” o suficiente para sermos consideradas mulheres.

Foi uma leitura que valeu muito a pena, pois me fez refletir bastante.






                                            LEITORA: Andreina Alves de Sousa Virginio
Poema: “Seiscentos e sessenta e Seis”, de Mario Quintana

O poema “Seiscentos e sessenta e Seis”, de Mario Quintana é um desses poemas curtos, mas longo em reflexão. O poeta nos apresenta a vida sob a perspectiva do que poderia ser vivido.

O tempo lá fora, com sua brevidade e fugacidade, não espera e não aguarda o tempo que habita dentro de nós, cujo ritmo é parcial e contingencial, dependente das nossas expectativas, dos nossos medos ou da nossa ansiedade.

É no desfecho do poema que percebemos o sentimento que muitas vezes atrela-se, quase que organicamente, ao tempo, o arrependimento. Aquele “se” que nos acompanha ao pensarmos no que deixou de ser vivido e sentido. Mario Quintana nos convida, portanto, a refletirmos não apenas sobre a vida, mas sobre o que deixamos de viver numa linha do tempo sem retorno.




Título da resenha: A metáfora da vida
Leitora: Isabela Cristina de Almeida Sousa 
Como as Ondas do Mar - Dina Paraguassu

O poema Como as Ondas do Mar me chamou atenção pela forma sensível com que fala sobre a vida e os sentimentos humanos. A escolha desse poema se fez pelo fato dele utilizar comparações e metáforas para transmitir emoções profundas, principalmente sobre o tempo e sobre as mudanças da vida. O próprio título da poesia já é marcante e chama atenção, pois compara a vida às ondas do mar, que estão sempre em movimento.

No poema, o eu lírico reflete sobre como tudo passa rapidamente “nessa vida fugaz”, mostrando que alegrias, tristezas e dificuldades ficam para trás com o tempo. Depois, a vida é comparada às ondas do mar, sugerindo que ela possui altos e baixos e exige equilíbrio para que a pessoa não “naufrague”. O texto também apresenta a imagem de um surfista na praia, representando alguém que aprende a enfrentar as ondas da vida. O cenário marítimo transmite paz, uma certa liberdade e reflexão, o que ajuda o leitor a imaginar os sentimentos expressados no poema.

Durante a leitura, o poema provoca uma reflexão sobre o tempo e os desafios da vida. Alguns trechos podem fazer o leitor pensar nos momentos difíceis que já viveu e em como conseguiu superar eles e seguir em frente, com equilíbrio. A comparação entre a vida e o mar torna a mensagem do poema mais comovente, pois muitas pessoas já passaram por situações conturbadas e difíceis em que precisaram encontrar o equilíbrio para seguir em frente.



Título da resenha: Identidade através da arte.
Leitora: Tallyta Ramalho Da Silva 
Livro: Um mundo em Versos
Escritor: José Paraguassú 


Escolhi esse poema porque ele fala sobre sentimentos, dificuldades e também sobre a importância da arte na vida das pessoas. O poema “Igual a Mim” me chamou atenção porque mostra como a poesia e a música podem servir como uma forma de refúgio em momentos difíceis. Além disso, ele combina muito com o tema do grupo, já que trabalha emoções fortes, tristeza e superação.

No poema, o eu lírico conta sobre momentos ruins que viveu e sobre pessoas que não acreditavam nele ou achavam que sua arte era uma “besteira”. Mesmo assim, ele continuou escrevendo e compondo. O cenário do poema não é um lugar específico, mas sim os sentimentos do personagem, o que faz com que muitas pessoas consigam se identificar com o texto. Isso lembra a realidade de vários jovens que encontram na arte uma maneira de lidar com críticas e julgamentos.

Durante a leitura, senti tristeza em algumas partes, principalmente quando o poema fala sobre sofrimento e solidão. Porém, também senti admiração, porque o autor consegue transformar toda essa dor em poesia. A frase “a arte é um dom” foi uma das partes que mais gostei, pois mostra que ninguém pode tirar de alguém sua forma de expressão e sua essência.

No final, achei o poema muito reflexivo e emocionante. A principal lição que tirei foi que devemos continuar sendo nós mesmos, mesmo quando as pessoas não entendem nossos sonhos ou sentimentos. Eu recomendaria esse poema para outras pessoas, principalmente para quem gosta de textos emocionais e que fazem pensar sobre a vida e sobre a importância da arte.




LEITOR: Enzo Felipe Silva Lopes

LIVRO: Antologia poética de Manuel Bandeira

ESCRITOR: Manuel Bandeira


O poema em si eu encontrei no livro antologia poética de Manuel Bandeira, o poema fala sobre o amor surgir de maneira intensa e depois desaparecer como fumaça.

"Amor chama, e depois fumaça"
O poema me lembrou a vida no geral, as coisas acontecem e depois desaparecem, isso vale pra tudo, me identifico no grupo de pessoas que já passaram por uma situação assim, e acho que todas as pessoas já passaram por uma situação assim, seja de um parente falecido, seja de um amor que não acabou bem, ou até um que só a morte foi capaz de apagar o fogo da paixão, mas de qualquer modo, apagando e o fazendo "fumaçar".

E tudo passa, independente do tempo, e o motivo pra fazer passar "o fumo vem a chama passa".




 
    Leitora: Maria Eduarda Ribeiro Gomes 
Livro:  Eu sempre morro               
Autor - Kaio Bruno Dias


    Eu escolhi o livro "eu sempre morro" porque eu já tinha lido alguns poemas do livro. Desde o começo da leitura, senti como se o livro conversava comigo. Em muitos momentos eu me indetifiquei com os sentimentos apresentados nessa história, principalmente com essa vontade de sumir, acho que boa parte desse sentimento é porque eu nunca me senti realmente pertencente ou incluída à algo.
  
   Durante a leitura, percebi que os pensamentos e emoções do personagem lembravam muito coisas que eu também sinto. Tem dias em que me bate uma tristeza do nada e eu só quero ficar quieta, no meu canto, tentando recuperar minhas energias, às eu sinto que já ocupei espaço demais. Mesmo assim, existem algumas pessoas para quem eu sempre abro exceções, porque me fazem sentir confortável e acolhida. Acho que foi por isso que consegui me conectar tanto com a história.
 
   O livro não fala apenas sobre tristeza, mas também sobre se entender e tentar encontrar felicidade no meio de tanta confusão emocional. A escrita do autor é muito sensível e faz parecer que ele entende exatamente o que muita gente sente, mas não consegue explicar. Em alguns momentos, parecia que eu estava lendo pensamentos meus. 
 
    No final, a maior lição que tirei foi que muita gente só está tentando encontrar seu lugar no mundo e viver feliz, mesmo carregando problemas, inseguranças e momentos difíceis. Eu recomendaria esse livro para pessoas que gostam de histórias mais profundas e emocionais, principalmente para quem já se sentiu deslocado ou sozinho em algum momento da vida. Para mim, valeu muito a pena ler, porque além de me emocionar, o livro também me fez sentir compreendida. 


LEITORA: Maria Eduarda de Oliveira Araujo Maia


Participar da 10ª edição do Clube do Livro foi uma experiência muito mais intensa do que eu imaginei que seria. Eu demorei até pra escrever essa resenha porque senti que precisava organizar tudo que esse encontro mexeu dentro de mim. Não foi só sobre ler poemas ou ouvir apresentações, foi sobre sentir coisas que às vezes a gente tenta deixar esquecidas dentro da gente.

Participei do grupo de poesias e não poderia deixar de escolher  os textos da Clarice Lispector que me tocaram profundamente (todos os textos dela me tocam, mas esses me definiam no momento). O primeiro fala sobre o amor, sobre insistir em algo que talvez nunca venha da forma que esperamos, e sobre o momento em que simplesmente não resta mais nada a fazer. O segundo fala de uma prisão interna, de carregar um peso dentro de si mesmo mesmo quando tudo parece normal por fora. Os dois textos me marcaram porque senti neles emoções muito humanas: medo, vazio, solidão, saudade e essa sensação constante de tentar entender a si mesmo.

Mas o mais especial do encontro não foram só os textos em si. Foram as pessoas.
A Geovanna apresentou um poema autoral dela que eu sinceramente amei muito. Dava pra sentir verdade no que ela escreveu, como se cada palavra tivesse sido colocada ali com cuidado e sentimento de verdade, FORA QUE EU, ASSIM COMO A ANDREINA, SOU apaixonada pela minha cultura nordestina e adoro cordéis, além disso, nós conversamos bastante durante o encontro, e isso deixou tudo ainda mais leve e acolhedor. Foi aquele tipo de conversa que faz o ambiente parecer confortável. Eu gostei muito da presença dela no grupo e da forma como ela conseguiu transformar sentimentos em palavras.

O Henzo também apresentou uma poesia autoral que me marcou muito. Eu gosto quando alguém escreve algo próprio porque parece que a pessoa entrega uma parte dela ali, e agente conhece algo, tipo, outro lado que nunca imaginávamos da pessoa, e foi exatamente essa sensação que tive ouvindo ele. Achei muito bonito como cada pessoa tinha uma forma diferente de expressar emoções tão profundas.

Teve também uma menina que apresentou uma poesia feita para a irmã dela, e acho que esse foi um dos momentos que mais mexeram comigo emocionalmente, pois amores incondicionais como o de mães, pais e irmãos sempre serão um tópico meio sensível para mim, a forma como ela falava carregava muito amor, muita dor e muita sensibilidade ao mesmo tempo. Aquilo me atingiu de um jeito muito pessoal. Eu fiquei pensando em como os laços que a gente cria com as pessoas podem ser tão fortes a ponto de virar medo da perda, saudade antecipada e até um tipo de luto silencioso. Foi impossível não sentir.

E acho que essa foi a parte mais bonita do clube do livro para mim, perceber que literatura não é só interpretação, é identificação. Em vários momentos, eu não senti que estava apenas ouvindo poemas senti que estava ouvindo pedaços da vida das pessoas. Cada texto parecia carregar experiências, dores, lembranças e sentimentos reais, e me fez pensar no quanto a literatura, a escrita e qualquer outro tipo de arte realmente salva vidas.

O encontro inteiro teve uma atmosfera muito sensível e humana. Mesmo sendo um grupo de pessoas diferentes, em muitos momentos parecia que todo mundo se entendia através das palavras. E isso foi muito especial pra mim.

No final, percebi que o Clube do Livro sempre vai ser mais do que um projeto escolar, ele é um espaço onde eu consegui sentir, refletir e me conectar emocionalmente tanto com os textos quanto com as pessoas, é uma experiência incrível, e me magoa muito saber que, provavelmente, não poderei frequentar o clube do livro da CASA DA LEITURA do IFPI campus Floriano para sempre, mas sempre será uma experiência que vou guardar com muito carinho porque, de alguma forma, mexeu comigo de verdade.


   

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