RESENHAS DO GRUPO: POBREZA E DISCRIMINAÇÃO SOCIAL

 




RESENHA: E se Deus estivesse conosco?

ALUNA: Ana Clara Ramos de Araújo Martins

LIVRO: O Evangelho Segundo a Humanidade – Marcos Mariano


Bom, eu escolhi esse livro porque já havia ouvido falar a respeito dele vindo de outros alunos que elogiavam muito a obra, principalmente por ser de um ex professor do IFPI. Tive uma impressão muito boa sobre o que falavam desse livro e desse professor, além da indicação da bibliotecária, que foi mais uma das motivações que me levou a escolher ele.

O livro é bem pequeno e simples de entender, é uma leitura leve que promove grandes reflexões impactantes sobre a sociedade atual. Os personagens não me lembram pessoas específicas, mas remetem figuras marcantes na sociedade; como por exemplo os elevados, que me lembram os poderosos que buscam poder e domínio a todo custo. Os oprimidos me lembram as pessoas que são deixadas à margem da sociedade, principalmente os estrangeiros, que lutam pra conquistar um espaço no território e não recebem uma única chance. Ao ler o livro, me senti impactada com aquelas reflexões tão profundas e que refletem tanto a nossa sociedade.

A lição que pode se trazer da leitura do livro é que Emanuel (Jesus) não tem o mesmo senso de superioridade que o homem e não vive em busca de poder; ele é humilde e busca sempre acolher aqueles mais necessitados. Entendi que, para o bem da sociedade, devemos agir como ele. Eu recomendo muito esse livro, pois traz profundas reflexões mesmo sendo em uma linguagem tão simples e acessível. Esse livro, foi para mim de grande valia e um ótimo ponto de reflexão social.



LEITOR: Aurilene Araújo da Costa

LIVRO: Um Garoto Chamado Rorbeto

AUTOR: Gabriel, O Pensador


Rorbeto é um garoto que foi registrado pelo seu pai que era um homem analfabeto. Ele, além de ter seu nome errado, ainda tinha seis dedos, o que lhe envergonhava. No entanto, Rorbeto  era um bom aluno e tinha letra bonita, o que deixava os seus colegas curiosos e achando que era a posição que ele deixava a mão, ou seja, ele tentava escondê-la deles. Rorbeto ficou constrangido ao ver seus amigos imitando-o, achando que era buillying.



LEITOR: Maria Eduarda Pinheiro da Silva 

LIVRO: Cinco anos sem chover

AUTOR: Lino de Albergaria

Eu escolhi esse livro porque ele retrata situações que realmente acontecem com milhares de pessoas e porque também se engloba perfeitamente no tema do meu grupo, pois ele fala muito bem sobre a pobreza e a discriminação social. 

O livro conta a história de um menino que mora no Nordeste e enfrenta uma grande seca que se estende por anos. Os personagens são: Raimundinho o protagonista, a mãe, o pai e as irmãs, e outros personagens que aparecem brevemente. O livro retrata, o abandono escolar, o trabalho infantil, a pobreza, a busca por uma vida melhor e a superação do personagem principal. Os personagens me lembram as pessoas que saem da sua cidade para procurar melhoria de vida em outros lugares. Eu já vi muitos casos como esse, uns se dão bem outros nem tanto. A partir daí você pode falar sobre os sentimentos causados em você durante a leitura do livro. 

Eu fiquei emocionada após ler esse livro, pois eu pensei em todas as crianças que são obrigadas a largar a escola e ir trabalhar, nas crianças que morrem de fome, nas pessoas que são obrigadas a das suas cidades para buscar melhorias. Eu me senti tocada com o livro embora nunca tenha vivenciado nenhuma dessas situações. 

O fato do protagonista não ter o que comer tem total ligação com a pobreza,e o fato dele ter abandonado a escola para trabalhar e não ter acesso a água está ligado com a desigualdade social. Eu levo desse livro a seguinte lição, devemos ser gratos pela vida que temos, pois Raimundinho mesmo não tendo quase nada era um menino radiante. Eu recomendaria esse livro porque ele é ótimo e nos faz refletir sobre várias questões. Eu adorei ler esse livro, valeu super a pena.



                                                          LEITOR: Maria Eduarda Maia

Resenha: "Capitães da Areia", de Jorge Amado – por mim, uma leitora com o coração meio apertado


Esse livro... eu nem sei por onde começar. Parece que, mesmo sem ter vivido nada do que está escrito ali, eu senti tudo como se fosse meu. 
Capitães da Areia é um livro que fala de meninos de rua em Salvador, e isso já parte o coração só de pensar. Eles não têm casa, nem família, nem segurança, nem carinho. São moleques que foram largados pelo mundo e que se viraram como puderam. Só que o jeito que o Jorge Amado escreve... meu Deus! Ele faz a gente entender que eles não são "marginais", como muita gente chama, mas crianças. Crianças querendo viver.

Eu senti muita coisa lendo esse livro. Teve hora que eu fiquei com raiva, teve hora que eu chorei de verdade. É muito injusto o que acontece com eles. O governo, a polícia, a sociedade toda, todo mundo olha pra eles como se fossem lixo, mas eles são só garotos tentando sobreviver num mundo que parece que não quer saber deles. E o que mais me tocou foi que, mesmo com tudo isso, eles têm amor. Eles cuidam uns dos outros, eles riem, sonham, têm esperança. Às vezes, parece que a única coisa que eles têm é a amizade deles. E isso é muito bonito.

O Pedro Bala, que é o líder, é um personagem que me pegou muito. Ele é forte, ele é bravo, mas ele tem um coração gigante. Dá pra ver o tempo todo que ele se importa com os meninos, que ele tenta ser uma espécie de irmão mais velho pra todos. E mesmo com tudo que ele passou — que não é pouca coisa — ele ainda acredita num mundo mais justo. Isso mexeu muito comigo. Porque tem gente que não passa nem metade do que ele passou e já se torna frio, egoísta. E ele não. Ele tem raiva, claro, mas ele luta.

Também tem a Dora, que foi a única menina do grupo, e ela é uma das partes mais tristes, porque ela foi muito amada por eles, e ela também trouxe um pouco de doçura pro meio daquela vida dura. Mas ao mesmo tempo, o destino dela... nossa, eu não consigo nem escrever sem engasgar. É difícil demais ver como as coisas são mais cruéis ainda com uma menina pobre, sozinha, naquele mundo de homens, de violência. Mas o amor que ela desperta, a forma como ela é lembrada, me fez pensar em como até num lugar tão duro, ainda nasce poesia.

A escrita do Jorge Amado é muito verdadeira. Parece que ele conheceu esses meninos, que ele andou com eles, que ele sentou com eles nas docas e ouviu as histórias um por um. Ele não escreve com pena, ele escreve com respeito. Isso me fez pensar em quantas pessoas a gente julga sem conhecer. Quantas pessoas estão ali, na rua, com um mundo dentro delas, e a gente só passa reto. Esse livro me mudou.

Depois que terminei, fiquei meio em silêncio por um tempo. Não é daqueles livros que você fecha e vai viver a vida como se nada. Ele fica dentro da gente. Fica fazendo barulho. Fica pedindo pra gente olhar o mundo diferente. Acho que é isso que mais me marcou: a forma como Capitães da Areia me fez ver pessoas que eu nunca enxerguei de verdade antes. A gente aprende muito com esses meninos.

Não é um livro fácil. Tem coisa pesada. Tem dor, tem abandono, tem injustiça. Mas também tem uma beleza que eu não sei explicar direito. É como se no meio do lixo, nascesse uma flor. Uma flor suja, sim, mas cheia de vida. E essa flor são eles. Os meninos. Os capitães da areia.

Enfim, essa foi a minha experiência com esse livro. E mesmo que eu não saiba escrever bonito como um crítico literário, eu li com o coração. E acho que é isso que importa.
Com carinho!


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