RESENHAS GRUPO CRÔNICAS

 


Leitor: Marianne Kilvia Brito Silva
Livro: Nos Alpendres da Vida
Autor: Cezar Britto

Eu escolhi essa crônica porque ela fala de um jeito belo sobre a vida e como todo mundo está tão conectado. Como o meu grupo escolhido foi crônicas, o livro que aderi também segue a mesma temática, abordagens do cotidiano com diversas crônicas, dentre elas escolhi a “certeza da vida”, em especial, a escolhi porque o texto parte de algo que muitos de nós sentimos: aquela melancolia quando vemos uma notícia ruim sobre a morte de alguém. Mas o texto suaviza explicando que ninguém morre de verdade se deixar um pouquinho de si nos outros. Penso assim: que a gente é um pouquinho de cada pessoa que passa pela nossa vida.

O texto não conta uma "história" com começo, meio e fim, mas nos faz pensar nos nossos pais, amigos e professores, é um desejo ardente de aproveitar cada mínimo segundo antes que acabe. O cenário é a nossa própria memória. Ele fala que, quando alguém querido se vai, o que a pessoa ensinou e os momentos que a gente viveu juntos continuam acesos dentro de nós. É um sentimento muito comum: lembrar de alguém e sentir que aquela pessoa ainda faz parte do que somos hoje, mesmo aquela pessoa presente em vida ou não.

Ler essa crônica me fez sentir mais leve em relação a vida, para vê-la com mais amor, propósito e esperança em sua totalidade.

Contudo, a lição que tirei ao final da leitura, reflexão individual e coletiva dentro no clube do livro é que precisamos estar mais dispostos a nos abrir mais, nos aproximar mais.

Valeu sim muito a pena ler o livro, e recomendo muito a leitura!





LEITORA: Marília Messias Monteiro
Crônica: “As dores da sobrevivência: Sérgio Porto”, 
Escritora: Clarice Lispector

A crônica “As dores da sobrevivência: Sérgio Porto”, de Clarice Lispector, apresenta a dor do luto pela morte de seu grande admirador, Sérgio Porto. No texto, a autora expressa sua própria percepção sobre a morte e o processo de luto, lamentando a perda de alguém que considerava uma inspiração.
Ao longo da narrativa, Clarice Lispector reflete sobre as marcas deixadas pelas pessoas em nossas  vidas, abordando a morte não apenas como a perda de um ente querido, mas também como uma possível perda de identidade. Além disso, a autora questiona as palavras não ditas e levanta a reflexão: “Por que não eu no lugar dele?”. Ao mesmo tempo, relembra aspectos positivos da vida de Sérgio Porto, como sua contribuição social enquanto cronista do jornal Última Hora.
A crônica, portanto, traz uma reflexão profunda sobre o luto, suas camadas e o impacto na identidade de quem permanece. A linguagem utilizada é introspectiva e melancólica, o que contribui para envolver o leitor e levá-lo a refletir sobre suas próprias relações e sobre o valor das pessoas em sua vida.
Na minha opinião, o texto é significativo, pois provoca uma reflexão importante sobre as coisas não ditas e sobre o quanto as pessoas ao nosso redor influenciam quem somos. A constante indagação sobre a morte e a perda reforça a ideia de que carregamos partes daqueles que passam por nossa vida.
Portanto, trata-se de uma crônica sensível e reflexiva, especialmente adequada para momentos de introspecção, sendo relevante para compreender melhor o luto e a importância de valorizar as pessoas enquanto estão presentes.



  

                                         Estudante: Mayana Torres

Crônica: Os dois bonitos e os dois feios
Autora: Rachel de Queiroz



A crônica "Os dois bonitos e os dois feios", escrita por Rachel de Queiroz, foi escolhida porque faz parte do gênero crônica, que normalmente fala sobre situações do cotidiano, essa crônica fala sobre como a aparência pode influenciar os relacionamentos entre as pessoas. Ela mostra que muitas vezes a sociedade valoriza muito a beleza, mas que os sentimentos nem sempre seguem essa lógica. Esse tema faz a gente refletir sobre como as pessoas julgam as outras pela aparência. Na história, aparecem dois vaqueiros, um bonito e um feio, e duas primas, uma bonita e outra feia. No começo, cada um gostava de alguém parecido consigo o bonito da bonita e o feio da feia, Mas depois o vaqueiro bonito muda e começa a se interessar pela prima feia, o que causa conflito entre os dois vaqueiros. O feio, rancoroso pela traição, jura matar o outro, mas acaba sendo morto pelo bonito no final. 
Durante a leitura fiquei curiosa para saber como a história iria terminar. A crônica também faz a gente pensar sobre como as pessoas dão muita importância à aparência e a complexidade dos relacionamentos. No final, a crônica mostra que não devemos julgar as pessoas apenas pela aparência. A lição que fica é que cada pessoa tem seu valor. 
Eu recomendaria essa leitura porque ela é interessante e faz refletir sobre as relações entre as pessoas.




Grupo – Crônicas
Livro: Coisas Simples do Cotidiano (Rubem Braga)
Lida por: Nicolle Rodrigues Alves


Escolhi a crônica “Coisas Simples do Cotidiano” porque ela traz uma reflexão sobre aquilo que muitas vezes passa despercebido no nosso dia a dia. Em meio à correria, acabamos não valorizando momentos simples, e o texto nos faz parar para pensar sobre isso, o que se conecta bastante com a proposta do nosso grupo.

A crônica apresenta situações comuns da rotina, mostrando como pequenos detalhes podem ter grande significado. O autor utiliza uma linguagem leve e próxima do leitor, fazendo com que a gente se identifique com as cenas descritas. Não há personagens específicos como em um romance, mas sim situações que poderiam acontecer com qualquer pessoa, em ambientes familiares e cotidianos.

Durante a leitura, senti uma sensação de calma e reflexão. Foi como se o texto me convidasse a desacelerar e observar melhor as pequenas coisas ao meu redor. Em alguns momentos, me identifiquei com as situações apresentadas, principalmente por também já ter deixado passar despercebidos momentos simples que poderiam ter sido mais valorizados.

De forma geral, a crônica se encaixa bem no tema por destacar sentimentos e reflexões sobre a vida cotidiana. A principal lição que tirei foi a importância de valorizar os pequenos momentos, pois são eles que, no final, fazem a diferença. 
Eu recomendaria essa leitura para outras pessoas, pois é um texto simples, mas com uma mensagem profunda. Valeu a pena ler, pois me fez refletir sobre a forma como tenho vivido meu dia a dia.



                                                                       Grupo  – Crônicas
Carlos Daniel Messias dos Santos
Melhores Crônicas: Manuel Bandeira - Manuel Bandeira

O motivo de eu ter escolhido este livro foi o interesse em conhecer mais profundamente as obras de Manuel Bandeira e, por consequência, expandir meu contato com a literatura brasileira e seus grandes clássicos. O livro apresenta uma excelente interseção entre o relato pessoal do escritor e a visão histórica, mostrando uma noção clara da imagem cultural do país através dos olhos de um de seus maiores escritores.
A obra consiste em um aglomerado de crônicas em que Manuel Bandeira compartilha suas experiências ao visitar diferentes locais e as amizades que cultivou ao longo da vida. O livro é repleto de curiosidades muito interessantes sobre a cultura brasileira e as relações interpessoais do autor, que apresenta elogios e críticas tanto aos costumes que retrata quanto a outros autores. Apesar de uma escrita que transita por diversos movimentos literários, a qual é característica do Manuel Bandeira, o livro apresenta uma leitura fácil de entender.
Achei o livro excelente e o recomendo a todas as pessoas que buscam entender melhor a cultura e o patrimônio histórico do Brasil, já que ele é extremamente rico nesses aspectos.
O livro é importante principalmente para quem deseja valorizar nossa herança cultural e formar um senso crítico sobre como a literatura molda a nossa visão de país.


 

Grupo - Crônicas 
Título da resenha: como os cegos enxergam o mundo. 
Leitora: Laryssa Melo de Sousa 
 Livro/Escritor: Histórias de cego - Marcos Lima 

  Escolhi o livro histórias de cego porque ele traz uma história emocionante sobre superação e preconceito. O livro mostra os desafios vividos por um homem cego e como ele enfrenta as dificuldades do dia a dia. A obra se relaciona com o grupo crônicas pois apresenta situações do cotidiano e faz reflexões sobre a sociedade, como as pessoas tratam umas às outras. 
  Durante a leitura, senti as emoções do personagem, principalmente nos momentos de tristeza e dificuldades. Consegui me colocar no lugar do personagem em vários momentos, o que me fez refletir sobre a forma como muitas pessoas enxergam o mundo e tratam o próximo. 
  Achei o livro excelente e, como gosto de imaginar como se estivesse vivendo a história, ele conseguiu me prender do início ao fim. A linguagem é simples e emocionante, tornando a leitura interessante e marcante. Recomendo porque faz o leitor refletir sobre as questões de empatia, respeito e inclusão. 



Livro: Vida de Professor
Escritor: Antônio José Rodrigues
Leitora: Aurilene Araújo

O livro "Vida de Professor" traz relatos vivenciados pelo autor ao longo de sua trajetória acadêmica, marcada por preconceitos vividos em diversos ambientes pelos quais passou, fosse uma fila de banco, fosse uma universidade. Teve a sua capacidade intelectual posta em dúvida por conta de sua cor, sendo confundido com um senhor analfabeto e com um senhor de serviços gerais. Situações essas que foram enfrentadas de maneira bastante tranquila, onde o silêncio foi a resposta para o praticante. 
O escritor finaliza todas as suas crônicas com muito humor, por isso, o livro é bastante indicado para todos que querem e precisam dar muitas risadas.




Título: Depois dos quinze: quando tudo começou a mudar
Autora: Bruna Vieira
Mediadora e leitora: Neuda Fernandes

Aceitei o desafio de ser mediadora do Clube do Livro há quatro edições e, na 10a edição, escolhi abordar a temática da crônica, um gênero que até então era desconhecido para mim. Foi uma experiência enriquecedora, pois, entre todas as temáticas já trabalhadas, essa foi a que mais despertou meu interesse para pesquisar, compreender e discutir. Ao final do processo, percebi que também me identifico com a escrita de crônicas.
O que mais me chamou atenção nesse gênero literário é a sua capacidade de reunir diferentes histórias e reflexões em um mesmo livro. Diferente de outros estilos, a crônica não depende de uma única narrativa com começo, meio e fim, mas apresenta múltiplos olhares sobre situações do cotidiano.
A crônica escolhida para leitura foi “Da Janela do Ônibus”, de Bruna Vieira. No texto, a autora relata o hábito de viajar sempre na janela do ônibus para imaginar a vida das pessoas que observa ao longo do caminho. A partir de cenas simples, como senhoras observando a rua pela janela, crianças brincando na calçada e homens assistindo futebol em um bar, ela constrói reflexões sobre a forma como enxergamos o outro e interpretamos suas vidas.
A crônica também aborda as expectativas que criamos em relação à nossa própria vida e à vida das outras pessoas. Cada indivíduo possui suas próprias necessidades, valores e maneiras de enxergar omundo. Muitas vezes, ao tentar imaginar o que o outro pensa ou deseja, acabamos projetando nele nossos próprios sentimentos e expectativas.
Ao final, o texto transmite a ideia de que a vida deve ser vivida de maneira mais simples e verdadeira, sem excessos de expectativas ou idealizações, valorizando as experiências como elas realmente são.



Antônio José Rodrigues da silva
Livro: Para Gostar de Ler – Volume 4

Na coleção Para Gostar de Ler, os cronistas Rubem Braga, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade e Paulo Mendes Campos exploram, de forma magistral, os fatos triviais do cotidiano, de forma nostálgica, bem humorada ou reflexiva.
Destaquei a crônica de Rubem Braga, “Carta ao Prefeito”, escrita em 1951, para fazer um paralelo com os gestores hodiernos, podendo ser enquadrada qualquer cidade do Brasil. Percebe-se, logo, que nada mudou e o brasileiro continua sofrendo com os mesmos problemas crônicos linearmente com o tempo, mas, infelizmente, de forma mais aguda e deplorável. Temas como a violência, sujeira das urbes, saúde, transporte e educação são renegados ao total descaso, de tal forma que são banalizados pelos habitantes, deixando os políticos totalmente acomodados em suas zonas de conforto. 
O tempo passa, mas os modos operantes dos políticos ficam adormecidos doentiamente, através de promessas vazias e discursos hipnotizantes que caducam no tempo, na mente do trabalhador da base da pirâmide social brasileira, suporte de manobra da elite.


Leitora: Evelyn Lohanne Amorim Almeida 
Livro - Vida de Professor 
                                                        Escritor: Antônio José Rodrigues

Eu escolhi o livro Vida de Professor pelo seu título, pois ele me chamou a atenção por passar a ideia de retratar as experiências de um professor como pessoa e não só trazer coisas referentes à sua profissão. Ele se relaciona com o tema por se tratar de uma crônica, pois traz experiências do dia a dia, com histórias curtas e simples. Além disso, dentro dessas histórias há reflexões e, em alguns momentos, um certo pensamento crítico e até críticas sobre a realidade. A obra apresenta um conjunto de crônicas, com várias histórias diferentes, com personagens, cenários e situações variadas, tendo em comum apenas o protagonista. 
Por se tratar de várias histórias, não existe apenas um enredo principal, mas sim diferentes acontecimentos ao longo do texto. As histórias não me lembram alguém específico, porém algumas situações são familiares para mim, principalmente por uma das histórias acontecer na minha escola, mesmo sendo retratada em tempos antigos. 
A leitura me trouxe sentimentos muito positivos. Eu gostei muito, porque, apesar de trazer histórias do dia a dia, são situações diferentes e, em alguns momentos, até inesperadas. Algumas histórias são leves e engraçadas, enquanto outras trazem reflexões importantes. A leitura é fácil e parece que o autor está conversando diretamente comigo, o que torna tudo mais leve e interessante. Além disso, me fez sentir mais próxima do autor por já ter passado por experiências parecidas. Foi muito boa e me trouxe ensinamentos importantes. 
De modo geral, a obra se encaixa no tema proposto, pois apresenta características da crônica, como histórias do dia a dia, linguagem simples e reflexões ao longo dos textos. Eu recomendaria para outras pessoas, por ser uma leitura leve, com momentos de humor e ironia, que deixam tudo mais agradável. Gostei, foi uma experiência boa, sendo meu primeiro contato com crônicas, e algo que me marcou de forma positiva.




LEITORA: Emylle Duarte Maia
Resenha: "A Última Crônica" 
Escritor: Fernando Sabino

Ler "A Última Crônica" é levar um soco no peito com delicadeza. Fernando Sabino pega uma cena de dois minutos num bar e transforma em algo que a gente carrega pra vida inteira.

O narrador está lá, frustrado, procurando um "grande assunto" pra falar do aniversário do Rio. É quando o mundo responde pra ele: um pai, com a roupa gasta e o bolso vazio, entra com a filhinha. É aniversário dela. O presente? Uma coca-cola. Uma só, com dois canudos. 

E eles brindam. Riem. Sopram bolinhas. São, por alguns minutos, as duas pessoas mais ricas do mundo.

É impossível não sentir um nó na garganta. Sabino não romantiza a pobreza. Ele mostra a dignidade. Mostra um pai que se recusa a deixar a filha sem festa, mesmo que a festa caiba num copo. É amor em estado bruto, sem filtro. 

No final, o narrador desiste de escrever. Como poderia? A vida escreveu por ele, ali, na sua frente. Ele só consegue pedir um cigarro, tentando esconder que está com os olhos cheios d’água. E a gente entende. Porque a gente também fica.

"A Última Crônica" dói e cura ao mesmo tempo. Ela obriga a gente a enxergar. Quantas festas de coca-cola acontecem todo dia e a gente, distraído, procurando "grandes assuntos", não vê? Sabino grita sem aumentar o tom: a literatura mais linda está no abraço, no gesto simples, na vida real que insiste em ser bonita apesar de tudo.




Título da resenha: Humor e realidade no livro As Mentiras que os Homens Contam
Leitora: Isabella Pereira Nunes
Livro: As Mentiras que os Homens Contam 
Escritor: Luis Fernando Verissimo


Eu escolhi esse livro porque o título me chamou atenção logo de cara e me deixou curiosa para entender quais eram essas “mentiras” que o autor falava. Como eu gosto de histórias mais leves e engraçadas, achei que seria uma leitura interessante. Mesmo eu sendo menina e tendo 15 anos, consegui entender muitas situações do livro, porque várias delas lembram coisas que acontecem no cotidiano das pessoas. 
O livro é uma coletânea de crônicas curtas e divertidas que mostram situações engraçadas da vida dos homens, principalmente em relacionamentos, amizades e momentos do dia a dia. Em várias histórias aparecem desculpas, enrolações e pequenas mentiras contadas para evitar confusão ou sair de situações difíceis. O mais interessante é que os personagens parecem pessoas reais, então em alguns momentos eu lembrei de pessoas que conheço e até de situações que já vi acontecer. Uma coisa que gostei bastante foi a forma como o autor escreve. A linguagem é simples, direta e muito fácil de entender. 
Mesmo sendo um livro engraçado, ele também faz a gente refletir sobre o comportamento das pessoas e sobre como pequenas mentiras acabam fazendo parte da convivência humana. Enquanto eu lia, teve partes que me fizeram rir de verdade, porque as situações são muito exageradas, mas ao mesmo tempo muito reais. O cenário das histórias também é bem familiar, porque tudo acontece em situações comuns da rotina. Isso deixa a leitura mais interessante e faz a gente se sentir mais próximo das histórias. 
Além do humor, percebi que o autor também faz pequenas críticas à sociedade e aos relacionamentos, mas de um jeito leve e divertido. Na minha opinião, esse livro vale muito a pena porque é uma leitura rápida, engraçada e nada cansativa. As crônicas conseguem prender a atenção do começo ao fim. Eu recomendaria esse livro principalmente para quem gosta de histórias com humor e quer ler algo mais leve. No final da leitura, fiquei com a sensação de que o livro mostra que todo mundo, em algum momento, acaba escondendo algo ou inventando pequenas desculpas no dia a dia.

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