RESENHA DO GRUPO: Política e Direitos Humanos

 




RESENHA - Vitória sem luta
LEITOR - Antonio José Rodrigues da Silva
LIVRO - A Arte da Guerra – Sun Tzu

A escolha do livro A Arte da Guerra, para uma discussão sobre Política e Direitos Humanos, foi em função da guerra ser uma evidente transgressão aos direitos fundamentais como, por exemplo: direito à vida, à liberdade, à propriedade, à liberdade de expressão, igualdade etc., caracterizando-a, portanto, como um polo antagônico aos direitos humanos e sendo uma decisão meramente política.

A Arte da Guerra é um tutorial militar, desenvolvido em 13 capítulos breves, por um suposto general e filósofo chinês, o Sun Tzu, há mais de 2.500 anos. O livro aborda estratégias e táticas militares para vencer uma guerra. O texto é elaborado evidenciando o planejamento, conhecimento do campo de batalha, blefes, dissimulação, estratégia, logística, liderança, inteligência, espionagem etc. O livro tem perdurado no tempo em função dos ensinamentos extrapolarem as guerras e se tornarem, também, atuais para vários campos do conhecimento humano, principalmente na concorrência empresarial.

O autor enfatiza que, mesmo em se tratando de um manual de guerra, a melhor vitória é aquela que não há necessidade de luta. Analisar as atitudes do adversário é crucial para uma tomada de decisão, pois, segundo ele, no momento de uma negociação, se o adversário estiver exaltado, ele irá fugir; se estiver meloso, irá atacar e se estiver diplomático, quer negociar. Na vida, o importante, para ser vitorioso sempre, é se  conhecer e conhecer o adversário ou concorrente.

O livro tem algumas frases de efeito, com ensinamentos impagáveis, portanto, com louvor, recomendo a leitura do texto.




                                                           LEITOR: Neuda Fernandes Dias
                                                   LIVRO: O Príncipe – Nicolau Maquiavel

Uma Releitura de "O Príncipe" para a participação na oitava edição do Clube do Livro, focada em "Política e Direitos Humanos", proporcionou uma oportunidade única para revisitar a obra atemporal "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, escrita em 1513. Considerado um dos tratados políticos mais influentes da história, este livro se conecta diretamente com a temática proposta, convidando-nos a um diálogo e reflexões profundas sobre os ensinamentos do autor.

Maquiavel apresenta uma visão singular da política, distante do idealismo. Ele argumenta que a política nem sempre opera como deveria, mas sim como é necessário que funcione. Para o autor, o líder (representante do povo) deve equilibrar virtude (habilidade) e fortuna (sorte) para manter o controle do poder.

Entre as lições de liderança, destaca-se a famosa máxima "é melhor ser temido do que amado", com isso Maquiavel sugere que o amor gera gratidão, enquanto o temor gera o medo da punição, inibindo a confrontação. Contudo, ele adverte que o político deve evitar ser odiado para não correr o risco de perder o poder. Outra frase, "o fim justifica os meios", embora não esteja literalmente no livro, é amplamente atribuída à filosofia maquiaveliana, significando que qualquer ação ou método são válidos para a manutenção do poder. Essas ideias levantam um debate crucial sobre efetividade versus moralidade. 

Os preceitos de Maquiavel influenciaram pensadores como Napoleão Bonaparte e diversos outros líderes políticos ao longo da história. A sua obra  aborda questões éticas, indicando que, muitas vezes, o
governante precisa abrir mão da moral comum para adotar uma ética própria, visando o reconhecimento público e a perpetuação no poder.

Em um cenário global onde o poder frequentemente se manifesta através da manipulação e do desrespeito a direitos e deveres, "O Príncipe" permanece uma leitura essencial. Ele nos convida a refletir sobre o poder, a política, a moral e o que é certo, servindo como um manual de sobrevivência e uma ferramenta de análise crítica. Longe de ser um guia moral, é um espelho das complexidades do poder, desafiando o leitor a aprofundar seu entendimento sobre política, liderança e a própria natureza humana. É, sem dúvida, uma leitura indispensável.




Comentários

  1. Participar como mediadora do Clube do Livro é um prazer imensurável. Poder ler, discutir, refletir, fazer escuta ativa de outras percepções sobre as leituras individuais, escrever, interpretar com os demais participantes é de um aprendizado peculiar. Super recomendo essa integração de conhecimento.

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  2. Ficamos felizes com as participação de todos.

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